quinta-feira, 17 de abril de 2008

As palavras do Outro - Homenagem ao Amigo Zeca


ALGUMAS DAS DELE


"Lembras-te daquela “Morena”das casas branquinhas,
onde o Sol se empinou, naquela noite de Abril?
Como cem girândolas estoiravam as “Trovas Antigas” ,
cantadas de boca em boca, em que o “Menino d’Oiro”
ia dizendo duma forma gentil, calma, para que todos
ouvissem, a “Grândola” adormecida, mas sempre acordada
sob aquela “Canção de Embalar” !?
Lembras-te!?
Lembras-te daquela “Morena” que fez despertar do sono
aqueles que, adormecidos, pareciam estar lá para que fosse
ouvida, “Canta Camarada” no “Coro dos Tribunais”, para
Que alguém valente, corajoso, desfraldasse a sua alma à
glória de um povo, para que fosse vista toda a sua obra
de olhos bem abertos, “A Formiga do Carreiro“!?
Lembras-te!?
Lembras-te das estrofes daquela “Morena” em que dizias:
“Vai Maria, Vai” vai, e “ Trás outro Amigo, também”,
para que todos, mas todos, dissessem: “Vejam bem” a dor
da mordaça, por causa dos que nos censuravam, tudo,
sem que fossemos ouvidos e, por isso, “A morte saiu à rua”
quando entendeu!?
Lembras-te!?
Obviamente que, se fosse vivo, lembrar-te-ias!
Nós, aqui presente, te lembramos emocionados.
E lembramos a forma meiga como as cantavas,
transmitindo, abnegadamente as mensagens dum Povo.
por tudo, Amigo. Amigo de longa data, Amigo eterno,
te agradecemos tudo o que nos cantaste,
escreveste e sofreste!
Ah! Zeca, ainda vai ficando aquela: “ O que faz falta…”
Lembras-te?
A malta… não te esqueceu.
A malta, não te esqueceu!
A malta, não te esqueceu!
A malta está viva! Não morreu!"
( Ao Zeca Afonso )
joellira


O Joel enviou-me este texto escrito por ele em homenagem a Zeca Afonso, partilhamos aqui com aqueles que vão espreitandando o Sociedade.Tuga.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Variações para sempre (divagações...)

António Variações, mais um nome que não se esquece e que nos acompanha desde sempre e até à eternidade...
Se fosse vivo teria hoje 63, teria a idade da minha mãe.
Este senhor faleceu no ano de 84 do século XX, tinha eu 3 anos...
Claro que as suas músicas fizeram parte da minha infância, mais tarde estavam presentes na minha adolescência, e agora não passo sem a sua voz.
É recorrente dos Tugas falaram em especial de certos artistas...
Porque será?
É óbvio e está à vista!
MAis umka vez digo: pela sua genialidade e pela obra que nos deixaram e que sempre iremos recordar...
Recordar com uma lágrima nos olhos, com um sorriso aberto, com nostalgia dos tempos que uns viveram e nós (os putos) apenas imaginamos e com a raiva que nos explode no peito porque sentimos na alma as palavras que os génios nos deixaram e que nos traspassam como flexas afiadas...
Quero é Viver
"Vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver
Amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será
mais um prazer
e a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com a idade
interessa-me o que está para vir
a vida em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir
encontrar, renovar, vou fugir ou repetir"
(...)
António Variações
Para saber mais:

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O Amigo Zeca Afonso

Quando se fala de José Afonso, este grande senhor da música portuguesa, é muito fácil associá-lo à nossa Revolução de Abril de 74.
Mas Zeca não se pode resumir apenas a um momento da história de Portugal.
Ele é um marco de genealidade pelo homem que foi e pela obra que nos deixou.

Conheçam mais em:http://www.aja.pt/





Traz Outro Amigo Também

"Amigo
Maior que o pensamento

Por essa estrada amigo vem

Não percas tempo que o vento

É meu amigo também

Em terras

Em todas as fronteiras

Seja benvindo quem vier por bem

Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também
AquelesAqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também"

Zeca Afonso

terça-feira, 8 de abril de 2008

Ainda a Música - A bela da Gaita


Gaita-de-fole Transmontana - Portugal, Trás-os-Montes

"Gaita-de-fole, Gaita Transmontana ou Gaita MirandesaConstrução: Victor Félix e Mário Estanislau, 2004, Portugal (baseada nos modelos transmontanos dos artesãos Rodrigo Fernandes e Manuel Felício).Materiais: tubos em madeira de buxo gravada e fole de cabrito inteiro.Tonalidade: Sib m; Digitação: aberta.Dois tubos sonoros: bordão
cilíndrico de palheta simples e ponteiro cónico com palheta dupla."


Para quem quiser ficar a saber mais acerca deste instrumento e desta arte:

Música, bela forma de vida

"Estou aprender a ser feliz...aqui eu vou ser niguém me diz..."
Hoje este excerto de uma música tem-me perseguido... não consigo parar de pensar nele...
Na música portuguesa conseguimos sempre encontrar aqueles versos perfeitos que em certos dias nos acompanham 24h, pois não saem da nossa mente... e passamos assim um dia inteiro a cantarolar-los mentalmente.
Apesar de existiram muitas formas de sentir a música, o certo é que cada um a sente à sua maneira, e é inegavel que sem ela o mundo em que vivemos deixava de fazer sentido, ou ficava certamente muito mais pobre.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A dificuldade de um pensamento

Está a ser muito dificil tudo... está ser dificil escrever com a regularidade que eu gostaria...
está a ser dificil arrumar os pensamentos dentro deste armário que é o nosso cérebro...
está a ser dificil reconhecer-me dentro deste novo eu, mais amargo, mais negativo, mais adulto!??
Está a ser dificil conviver ou deixar respirar o meu eu antigo, ou melhor o meu eu criança...
A ponte entre a eu adulto e o eu criança tem uns alicerces muito fraquinhos...
Parece uma crise de identidade tardia... mas quando é que nos damos mesmo conta que algo em nós mudou? e claro, não falo do fisíco, que esse só tende mesmo a envelhecer... Falo da nossa mente, da nossa alma... quando é que damos conta que algo mudou?
A pergutna fica no ar, pois não há uma grande resposta ou a aquela verdade que queriamos que fosse a nossa...
à parte desta crise, há tanto ainda por fazer, coisas que se ambicionam, desejam realizar e estão guardadas numa gaveta do espirito à espera de dias melhores para serem concretizadas...
E tantas são as coisas que se querem fazer que existe uma tendência para a inércia... torna-se aborrecido esta condição de "cá estou, aqui me teêm"... bah! mil vezes baaaaaaaahhh!!!!
Das muitas coisas que há vontade para fazer é a de escrever... mas o espirito está tão cansado de pouco ou nada fazer que até ai tende mais uma vez para a inércia...
O escrever tem que ser uma busca constante dentro e fora de nós... de ideias e pensamentos... busca do saber na actualidade e no passado... busca das palavras dos outros para encontrar inspiração e busca das nossas próprias palavras para exprimir o que está reprimido em tantas horas, dias, semanas e meses de intenso pensar e repensar e repisar certos assuntos e conclusões pouco conclusivas...
Porque não basta querer escrever, tem que se meter mãos à obra e tentar tantas vezes quantas as necessárias para não deixar morrer esta restia de vontade de fazer qualquer coisa com as palavras que nos saltitam na mente atormentada...