quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Opinião do meu próximo

por: Ricardo Martinez (sociólogo)
07-08-2007
(...)
"Ainda sobre a época de veraneio, apraz-me recordar que a mesma nos ajuda a retemperar forças, nos possibilita reforçar laços familiares, nos motiva a partilhar tempos de lazer ou visitas a parentes mais afastados mas nem por isso esquecidos.

Contudo, há neste país de apenas 10 milhões de habitantes, menos que a população de Londres ou de Paris, mais de 10 mil crianças que estão institucionalizadas, que se vêem privados de exercer estes direitos porque não têm famílias ou estão afastadas das mesmas por motivos da sua segurança.

Para estas crianças, que estão pressupostamente à protecção do Estado, que são “Filhos do Estado”, não existem laços a reforçar nem actividades de lazer a partilhar em família.
Todos nos comovemos com a sua sorte, ou falta da mesma, mas pouco fazemos colectivamente para alterar a situação.

Por isso, é de louvar o projecto “Famílias de Afecto” desenvolvido em Braga, que envolve 110 famílias e 40 crianças. É pouco, bem sei, mas é um bom exemplo e mostra como nós, portugueses também somos capazes do melhor.

Por outro lado, é importante não nos esquecer dos que se batem frontalmente contra a interrupção voluntária da gravidez e dos que “moralmente” se opõem a uma intervenção médica junto das “mães parideiras” (as que produzem crianças em série para depois as abandonarem, deixando-as em instituições ou “dando-as” para adopção, cujo número não é insignificante nem desconhecido), mas que nunca os vemos envolvidos neste projectos.

Na prática, tais pessoas são defensoras dos fetos, que acreditam que estes são seres vivos, bem são defensores intransigentes dos direitos de procriação de todas as criaturas, nestas incluindo as tais mães parideiras, mas que se esquecem que a defesa de tais direitos, tais como os fetos, permitem que se gerem crianças que depois, abandonadas, viverão situações de angústia que carregarão toda a vida, projectando muitas vezes as mesmas situações nos seus descendentes, num ciclo por vezes difícil de quebrar.

Por tudo isto, é importante aproveitar o verão para também reflectimos sobre a nossa maneira de agirmos colectivamente e de como pessoalmente nos implicamos na vida colectiva do nosso país."


Para lerem texto integral consultar: http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=9590

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Campanhas de "Solidariedade"

Nunca antes se viu tanta campanha de solidariedade, sim, porque hoje é politicamente incorrecto dizer-se de "caridade".
Mas como se porcessam essas campanhas? Quem está por de trás desses projectos tão magnánimos?
A bem da verdade, não se sabe muito bem de onde ou de quem surgem estas ideias ou conceitos...
Mas sabe-se que depois se terem um nome e causa "bem definidos" muita gente dá a cara para apoiar ou promover as ditas campanhas.
Depois alguém faz anúncios muito originais onde nos dizem para onde revertem os "donativos", onde se pode encontrar os quiosques para se fazer a contribuição e claro, quem são os parceiros destas iniciativas.
A seguir entramos em qualquer site de emprego e lá se encontramos as ofertas de emprego pedindo promotoras para integrar projectos sociais de caris nacional ou algo do género
Falam em boa remoneração e até de comissões conforme o número de donativos que conseguirmos angariar.
Depois vamos a uma entrevista de selecção, damos o nosso melhor para conseguir ficar com o trabalho.
Explicam-nos muito bem para o que vamos e nós queremos acreditar que tudo aquilo é para uma causa nobre, para além de irmos finalmente arranjar um emprego, sim, porque está difícil trabalhar aqui neste país à beira-mar plantado.
Quando finalmente vamos apara o primeiro dia de trabalho, lá está a promotora chefe a explicar-nos tudo muito bem, mais uma vez.
Temos um standzinho de cartão com umas moldurinhas ou bonequinhos que temos que conseguir vender pela "simbólica quantia de 5€". (Lembrem-se que estes 5€ são o equivalente a 1000$00 na moeda antiga, e que com estes mesmos 5€ pode-se levar para casa pão fresco, um pacote de leite, algusn legumes e fruta e talvez uns iogurtes dos mais baratos, comida para mais ou menos duas refeições...)
Esse stand onde vamos incentivar as pessoa a oferecerem uma contribuição/donitivo a favor da causa em troca de um boneco fofo que podem levar para os seus lares, encontra-se dentro de lojas conhecidas do público ou em "shoppings", locais onde há muita gente sempre a passar.
Aqui começa a nossa tarefa: abordar as pessoa que vão passando por ali.
Explicamos o teor da campanha, sorridentemente mostramos a mascote e no final repetimos o que nos ensinaram: "Pela simbólica quantia de 5€!"
Ao fim de duas horas em pé, quando ainda faltam mais quatro para terminar o teu turno, essas palavras começam a ecoar na cabela, na alma: "Pela simbólica quantia de 5€!"
Há ainda aquelas promotoras que ao não conseguirem impingir o bonequinho, tentam desesperadamente conquistar as crianças acenando-lhes o tão maravilhoso prémio que podem ganhar se convencerem os grandes que os acompanham.
É mau, não é???
Num país que o indíce de desemprego aumenta todos os dias, onde as pessoas andam desesperadas e a sofrer por terem que contar a toda a hora os trocos, sem saberem se vão chegar para o próximo amanhã.
Entretanto neste processo de iniciativas há dinherio que ficou na mão do produtor do anúncio da campanha, há dinheiro que ficou com o fabricante e distribuidor dos brinquedos... certamente quem anda a angariar pormotoras também tem que ter a sua quota (afinal está a fazer o seu trabalho)... os sites de emprego muito provavelmente também ganham o seu.
As promotoras, apesar de não serem pagas justaemnte, também recebem o seu ordenado e/ou comissões... os parceiros das campanhas não pagam impostos porque patrocinam uma nobre causa.
E o que efectivamente vai para a causa?
Alguma coisa deve calhar para a causa.
Mas como percebem, para se realizar uma campanha desta existe montada uma máquina de fazer dinheiro, e que antes de reverter a favor da causa, enche primeiro muitos outros bolsos.
Em vez de se fazer tantas campanhas para "ajudar" os mais carenciados, as instituições de acolhimento e unidades hospitalares, porque não se investe logo o dinheiro onde efectivamente é preciso sem se embelezar esta treta toda, e sem abusar da palavra solidariedade?
E no topo das obrigações morais e éticas, encontra-se outra máquina que para além de gerar riqueza, devia gerar qualidade de vida aos seus cidadãos, o Estado é o primeiro a ter obrigações para com os mais deprotegidos, os que mais precisam...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Arte ou nem por isso????


A minha interpretação do Galo de Barcelos... (quase uma semana de volta deste desenho... ufa, consegui!)

Jornal gratuito - uma moda?

A moda do jornal gratuito pegou e pegou bem.
Nos primeiros tempos eram apenas o Destak e o Metro.
Agora já se encontram mais uns quantos "esquecidos" no comboio.
Ele é o jornal Global, o Meia Hora...
Tenho quase a certeza que já me passaram outros pela mão, mas não me consigo recordar...
O que temos que admitir é que nenhum destes ditos jornais vem acrescentar algum tipo de qualidade a esta nova modalidade de imprensa em Portugal (sim, porque em outras partes do mundo, os jornais gratuitos já existem há muitos anos).
De certo alguém está a ganhar com esta moda, mas os portugueses, pelo contrário só perdem tempo a ler estes "folhetins" e claro muita informação que fica pelo caminho, porque cada vez menos gente compra um jornal diário creditado.

Pessoas

Os transportes públicos são um meio interessante para observar pessoas.
Num só dia podemos cruzar-nos com as mais variadas pessoas.
Desde a mais santa à mais estúpida e ignóbil.
Há momentos em que apetece amndar um berro e dizer às pessoinhas o quão tótós são... desde o velho rezinga, ao puto na idade do armário, até às mãezinhas histéricas com os seus filhotes mal amestrados...
No entanto há outros momentos em que se consegue ver a essência e sofrimento e/ou conformismo da condição humana.
Pessoas que todos os dias lutam para conseguirem ultrapassar os inúmeros obstáculos que encontram pelo caminho, ora materiais, ora sociais.
Fico sempre emocionada e confesso que também curiosa quando vejo alguém diferente.
Diferente fisicamente porque assim o designou a natureza ou por alguma complicação clínica em algum momento das suas vidas... e diferentes porque falam outra língua que não o português e apetece-me sempre perceber o que dizem.
Um exercício um pouco complicado para quem só fala diariamente a sua língua materna.
Mas é bonito ouvir o crioulo, o russo (e outras línguas do leste da europeu), o francês, o inglês, o alemão, o espanhol...
Sabiam que existem duas línguas oficiais portuguesas?
O Português e o Mirandês!
Esta segunda língua fala-se em Trás-os-Montes na zona de Miranda do Douro.
É delicioso ouvir quem sabe, falar o mirandês.
A diferença é algo bom de se ver e ouvir, mais seria se não houvessem entraves para com essa diferença.
Pessoas são pessoas independentementede uma qualquer condição física, social, blá, blá, blá...
Podemos às vezes gostar mais de umas do que de outras...

terça-feira, 6 de novembro de 2007

(nenhum)

Anda tanta coisa a acontecer e eu sem escrever...
Ontem arranquei mais um dente do ciso. Não recomendo a ninguém. (mas isso não interessa nada, só para o meu estado de espírito...)
Estejam atentos aos ciclos de teatro dos vários concelhos, tanto na margem sul como noutros lados.
Vale apena espreitar o que se anda a fazer por ai.
Bem hajam!